A exposição ”Desassossego das Pedras”, resulta de um projeto onde o processo criativo do escultor parte de alguns excertos por ele selecionados de “O livro do Desassossego” do semi-heterónimo Bernardo Soares de Fernando Pessoa – e realiza esculturas em pedra, assim inspiradas.
Abílio Febra, natural da Maceira (Leiria) dedica-se em exclusivo à escultura desde 2013. Expõe desde 1984, tendo realizado 15 exposições individuais em várias cidades de Portugal e Europa e participado em mais de 60 Mostras coletivas em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Holanda e Macau.
Obteve vários prémios e distinções e está representado em diversos espaços públicos, nomeadamente na nossa cidade, com 3 esculturas de arte pública, no Museu de Setúbal, Museu Mun. V. Franca de Xira, Museu do vinho-Anadia, Hospital do Montijo, Área de serviço de Leiria-A1, Espaços Secil/CMP e outros espaços públicos de Maceira, Amadora, Cantanhede e Sintra.
O LIVRO DO DESASSOSSEGO
BERNARDO SOARES
Bernardo Soares é um dos vário heterónimos do poeta e escritor português Fernando Pessoa. É o autor do Livro do Desassossego, escrito em forma de fragmentos. Apesar de fragmentário, o livro é considerado uma das obras fundadoras da ficção portuguesa no século XX, ao encenar na linguagem categorias várias que vão desde o pragmatismo da condição humana até o absurdo da própria literatura.
Bernardo Soares é, dentro da ficção de seu próprio livro, um simples ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Conheceu Fernando Pessoa numa pequena casa de pasto frequentada por ambos. Foi aí que Bernardo deu a ler a Fernando o seu "Livro do Desassossego". [1]
É considerado um semi-heterónimo porque, como seu próprio criador explica "não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela. Sou eu menos o raciocínio e afectividade."
A instância da ficção que se desenvolve no livro é insignificante porque se trata de uma "autobiografia sem factos", como o próprio Fernando Pessoa situa o livro. Por essa razão, diversos fragmentos do livro são investigações íntimas das sensações provocadas pelo anonimato, pela quotidianeidade da vida comum e todo o "universo" da baixa de Lisboa.
O facto de Fernando Pessoa considerar (em cartas e anotações pessoais) Bernardo Soares um semi-heterónimo faz pensar na maior proximidade de temperamento entre Pessoa e Soares. A crítica especializada tem procurado demonstrar que é exatamente esse jogo de máscaras operado por Bernardo Soares, entre a heteronimia e a semi-heteronimia, o que permite pensar como ainda mais relativo o estatuto de ortônimo que Fernando Pessoa confere a si mesmo quando escreve em nome de sua própria personalidade literária. Nesse sentido, para alguns, o jogo heteronímico ganha em complexidade e Pessoa logra o êxito da construção de si mesmo como o mais instigante mito literário português na Modernidade.
Origem: Wikipédia.
Título: "A superioridade do sonhador"
Título: "Máscara de outro eu"
Título: "Guerreiro"
Título: "Acordei hoje... num repente embrulhado"
Título: "À espera de estar vivo"
Título: "Máscara de um sonhador"
Título: "Argonauta, eu."
Título: "Guerra e crise"
Título: "Ninguém me conheceu sob a máscara"
Título: "Árvore da vida - Esculpir o aço"